A Biblioteca Pública da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, com mais de 4000 volumes de literatura, arte, filosofia, história, ciência, livros infantis e juvenis, etc. e algumas centenas de publicações periódicas pode ser consultada durante as horas de abertura. Ver Catálogo da Biblioteca Pública. Ver mais informações.
Mediante marcação:
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
O Centro de Documentação, constituído pelo arquivo Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas) pode ser consultado mediante marcação. Ver Catálogo da Biblioteca do Centro de Documentação.
Nesta data faz 4 anos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio abriu as portas a toda a gente, e faz 5 anos que se formou como associação. É um dia como os outros, mas também um dia especial, e por isso será um dia - e uma semana! - preenchido com coisas novas para ver, ler e ouvir.
Começamos a 29 de Setembro, às 16h, com uma inauguração de uma exposição diferente das outras. Diferente porque apresentamos as obras de arte que serão postas em leilão no sábado, 5 de Outubro, às 16h. Em breve estará disponível uma página com as obras.
Nesse mesmo dia lançamos uma nova edição da Casa da Achada, Mário Dionísio por Mário Dionísio, uma colectânea de textos, alguns dos quais inéditos, sobre o seu itinerário, pelas suas próprias palavras: no ensino, na pintura, na escrita, na sociedade e no mundo. E, como tem sido hábito, apresentamos também a Ficha 7, o boletim da Casa da Achada.
O Coro da Achada vai cantar. Desta vez apresenta um espectáculo preparado especialmente para a ocasião, «Como uma flecha de fogo disparada na noite», para além de outras canções.
Já a entrar em Outubro, continuam as actividades. Na terça-feira, 1 de Outubro, às 18h30, estreia o coro falado com a «Kantata de Algibeira» no jardim de inverno do Teatro São Luiz. Na quarta-feira, às 16h, vamos conversar sobre oarquivo de Mário Dionísio, o que tem e como usá-lo, e inauguramos a Mediateca da Achada. Quinta-feira, 3 de Outubro, às 18h, vamos todos perguntar e responder sobre o públicoe oprivado. No dia seguinte é apresentada uma versão da «Kantata de Algibeira» aqui no bairro, no Largo da Achada. E no sábado, 5 de Outubro, às 16h, temos o leilão d'arte para angariação de fundos da Casa da Achada.
A estrada de Montreuil são cerca de 30 imagens de Montreuil, subúrbio de Paris, onde também vivem imigrantes portugueses, feitas por Giuseppe Morandi, fotógrafo, residente em Piadena, lugar do norte da Itália, e Francesca Grillo, fotógrafa, residente em Montreuil.
Sobre esta exposição escreveu Paolo Barbaro, da Universidade de Parma:
«Morandi não está em Montreuil como um repórter fotográfico do social, nem sequer se ocupa dos temas caros à antropologia, como um explorador. Vai encontrar os companheiros, divide o pão e o que se mete dentro, e estes levam-no a encontrar outros amigos, metem-no na narrativa das imagens do lugar que, para ele, é sempre uma narrativa que parte das pessoas, da sua figura visível. Acompanha-o, entre os outros, Francesca Grillo, também ela fotógrafa, que lhe mostra os espaços que tornam evidente um conflito entre a cidade de espaços e casas feitos de relações e as novas construções de metal e vidro, impenetráveis. Nas suas fotografias desenvolve-se uma narrativa que sai dos espaços feitos como que de camadas de casas familiares, densas de histórias e sinais (a imigração, a cultura operária por vezes visível no esqueleto duma fábrica histórica, outros e alternativos modos de viver a cidade) e chega às superfícies do moderno provavelmente iguais em todo o mundo ocidental, estas verdadeiramente distantes e estrangeiras, permutáveis como deve ser a mercadoria, o dinheiro que escorre dentro das fachadas. E depois chaga ainda às pessoas, como que esmagadas pelo novo.
[...]
O sentido da cidade, do lugar onde se vive e a gente se encontra, onde aparecem as nossas figuras, não poderá mais ser reduzido a um tempo linear, com um progresso que vá numa só direcção, racionalizando, limpando, acumulando, aumentando a comodidade e o valor imobiliário. Basta olhar a cidade nos olhos, como nestas fotografias, para perceber isto.»
Na segunda-feira, 26 de Agosto, às 18h30, vamos conversar sobre fotografia, imigração e emigração com Giusepe Morandi, Francesca Grillo, Gianfranco Azzali, Paolo Barbaro e gentes variadas de cá.
As férias não são tão velhas como o mundo. Antes de começarem a regular os calendários, quem as tinha eram os que não viviam do trabalho e não precisavam de «descansar», mas gostavam e podiam «mudar de ares» e fazer «vilegiaturas». No século XX, as férias mudaram de figura: foram uma conquista dos trabalhadores e um direito (con)sagrado.
Hoje são «matéria» do comércio e da indústria – «turismo», agências de viagens… E cada vez mais «repartidas». E há cada vez menos «férias»: se não há trabalho, ou se o trabalho é precário, e sem contrato, como pode haver «férias»?
As antigas férias (como ainda os «fins-de-semana», os feriados e as suas «pontes»), conquistadas aos patrões, enquanto terreno da «felicidade» do «não fazer nada», do «não-obrigatório», do tempo «livre», têm sido tema e lugar da literatura, da pintura, do teatro, do cinema. Férias desejadas, idealizadas, aproveitadas, e também malbaratadas, desgraçadas. São um tempo com lugares, hábitos e rituais próprios, e paixões, dramas, tragédias e comédias que o «ócio» pode tornar diferentes ou ampliar. São espelho duma sociedade, é claro.
O filme mais antigo deste ciclo, passeio ao campo de Renoir, começou a ser rodado em
1936, ano determinante na vida dos assalariados franceses: milhões de operários partiram pela primeira vez para as praias, sem perderem o salário dos 15 dias em que não trabalhavam. Vários filmes deste ciclo são dos anos 50. E, ao contrário do que tem acontecido com outros ciclos, não há nenhum do século XXI. Por alguma razão será.
Um ciclo dedicado sobretudo aos que (já) não têm férias e que as poderão ter aqui, com as férias dos outros, uma noite por semana, ao ar livre, enquanto é verão.
clicar no programa de cinema para ver maior.
Ciclo A Paleta e o Mundo III
Todas as segundas-feiras às 18h30
Leituras com projecção de imagens de textos relacionados
Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.
Em Setembro vamos ler textos, com projecção de imagens, deIniciação estética de João José Cochofel e O amor da pintura de Claude Roy.
Domingos 1, 8, 15, 22 e 29 de Setembro, das 15h30 às 17h30
Nesta oficina vamos, com Margarida Guia, falar em voz bem alta, falar em voz bem baixa para toda gente ouvir e entender o que se diz e o que se quer dizer.
A partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.
Nesta 15ª sessão de «Itinerários», em que uma pessoa conta a sua história pouco vulgar, vamos conversar com Lia Gama.
Como foi vir da Barroca do Zêzere para Lisboa. E saltar de Lisboa até Paris. Como foi parar ao teatro. E depois ao cinema. E depois à televisão. O que tem sido trabalhar em teatros comerciais, nacionais, independentes, com Carlos Avilez, Jorge Listopad, João Mota, Osório Mateus, Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo e muitos outros. E filmar com Fonseca e Costa, Fernando Lopes, Manoel de Oliveira, Solveig Nordlund, Seixas Santos e muitos mais. E fazer séries e telenovelas. E intervir quando é caso disso. E ser mãe e avó.
Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», recebemos Paula Oleiro que nos vem falar sobre a relação de Mário Dionísio com Cascais.
Livros das nossas vidas
Cristina Almeida Ribeiro fala da Poesia de Paul Éduard
Nesta sessão vamos falar sobre a poesia dePaul Éluard com Cristina Almeida Ribeiro.
37.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».
«Éluard joga maravilhosamente com palavras. É, antes de tudo, no seu raro domínio das palavras que está a vitória do grande poeta de Au rendez-vous allemand. Mas, nele, as palavras separam-se e juntam-se em arranjos novos, a pontuação desaparece ou aparece, a sintaxe desarticula-se – para dizer. Estas palavras em liberdade obedecem. Em 1932 revelou o sistema: «Obstino-me em misturar ficções às temíveis realidades»; em 1938 definiu o objectivo: «Palavras que escrevo aqui / Contra toda a evidência / Com a grande preocupação / De dizer tudo». Cada triunfo de expressão vai-se preparando, afinando de modo intermitente através de toda a obra.» Mário Dionísio, «Éluard» (publicado aquando a morte do poeta no Itinerário n.º 126, em 1952)
Neste mês recebemos a escritora Filomena Marona Beja que vai pôr toda a gente a ler e a falar, ouvir, ler e contar, dizer da sua justiça. E procurar nas estantes da Biblioteca da Achada, levar livros para ler em casa. E passar aos outros o que sim, o que não.
Inaugurámos os Encontros de Leitores, do projecto «Palavras que o vento não levará», em Janeiro. Continuam todas as últimas quartas-feiras de cada mês.
A quem quiser contribuir para que a Casa da Achada-Centro Mário Dionísio continue a existir
A entrada é gratuita em tudo o que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio faz. Não por riqueza ou por mania. Mas porque decorre da própria ideia que Mário Dionísio tinha da cultura. E nós, vários anos depois, também.
As excepções são as edições, é claro. Que os Sócios Fundadores e Amigos da Casa da Achada podem comprar abaixo do preço do mercado.
Os tempos vão maus e os apoios institucionais também.
Por isso, agora dizemos a toda a gente que toda a gente pode fazer um donativo, se assim o entender.
Sugestão: Assinar este texto, completando com a quantia a enviar, e mandar para a Casa da Achada,