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Rui Mário Gonçalves

 

É licenciado em Ciências Físico-Químicas pela Universidade de Lisboa. Entre 1963 e 1966, estudou em Paris com com Pierre Francastel, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. É actualmente Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde foi professor, desde 1974, no Departamento de Literaturas Românicas.

 

Enquanto dirigente associativo, ocupou-se da secção cultural da Associação da Faculdade de ciências, onde realizou exposições didácticas com reproduções e exposições com obras originais (por exemplo, «Primeira Retrospectiva da Pintura Não-Figurativa Portuguesa», 1958)  e promoveu conferências e colóquios com especialistas (José Júlio Andrade Santos, Mário Dionísio, José-Augusto França, etc.).

 

A partir de 1967, foi professor, durante 19 anos, do Curso de Formação Artística da Sociedade Nacional de Belas Artes. Foi também professor nas Escolas de Teatro e de Cinema do Conservatório Nacional, onde entrou em 1972, numa acção de renovação pedagógica.

 

Participou na investigação de educação pela arte, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian de que resultou a publicação de Primeiro Olhar (2003).

 

Pertenceu aos corpos directivos da Sociedade Nacional de Belas Artes, da Associação Internacional dos Críticos de Arte - AICA, da Cooperativa dos Gravadores Portugueses, etc.

 

Crítico de arte desde 1961 (Prémio Gulbenkian de Crítica de Arte, 1963) começou a publicar regularmente no «Jornal de Letras e Artes». Colaborou em jornais (A Capital, Expresso, Diário de Notícias, Extra, Jornal de Letras, Artes e Ideias) e em revistas da especialidade (Arquitectura, Colóquio, Colóquio-Artes).
Manteve dois programas quinzenais na RDP (Antena 2): «As Cores e as Formas» (l980-89), «A Dádiva das Formas» (l995-2000).

 

Colaborou em enciclopédias, dicionários e histórias da arte. É autor de Pintura e Escultura em Portugal, l940-1980 (1980), O Imaginário da Cidade de Lisboa (1985), Dez Anos de Artes Plásticas e Arquitectura, 1974-84 (em colaboração com Francisco da Silva Dias, 1985), O Fantástico na Arte Portuguesa Contemporânea (1986), Pioneiros da Modernidade (1986), De 1945 à Actualidade (1986), Cem Pintores Portugueses do Século XX (1986), Arte Portuguesa em 1992 (1992), Arte Portuguesa nos Anos 50 (1996), O Que Há de Português na Arte Moderna Portuguesa (1998), A Arte Portuguesa do Século XX (1998), Vontade de Mudança (2004), além de obras sobre os seguintes pintores portugueses do século XX: António Dacosta (1983), Almada Negreiros (2005), Amadeo de Souza Cardoso (2006), Cruzeiro Seixas (2007).

 

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