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Áreas Principais

 

Cinema

Ciclo Neo-Realista Italiano

Ciclo Filmes de que Mário Dionísio falou

Ciclo Filmes proibidos antes do 25 de Abril

Ciclo Cinema ao Ar Livre

Ciclo Realizadores de uma só Longa-Metragem

Ciclo Cinema e Pintura

Ciclo Cinema Revoltas e Revoluções

Ciclo Filmes das Nossas Vidas

Ciclo Estrelas de Hollywood

Ciclo Rir uma vez por semana

Ciclo Política uma vez por semana

 

 

Ciclo Neo-Realista Italiano

Outubro, Novembro e Dezembro de 2009

 

 

 

 

 

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Ciclo Filmes de que Mário Dionísio falou

Janeiro, Fevereiro e Março de 2010

 

Neste ciclo apresentamos alguns dos filmes sobre os quais Mário Dionísio escreveu ou a que simplesmente se referiu nos muitos textos, publicados ou inéditos, que ao longo da sua vida escreveu. Nas folhas de sala de cada filme, divulgaremos esses textos ou parte deles. Vale a pena lembrar que em Portugal, até ao 25 de Abril de 74, nem tudo se podia ver e o que se via era muitas vezes cortado pela censura.
Esta é uma escolha em que várias pessoas colaboraram. Uma amostra. De épocas e de gêneros vários. Até um desenho animado será projectado. Mário Dionísio nunca fez cinema nem foi crítico de cinema. Foi espectador de cinema, como muita gente, e atento, como nem toda gente foi. Especialmente atento, como em tudo, a certas novidades. Entrou em polêmicas que filmes e festivais originaram na imprensa, sobretudo nos anos 60, tempos da «nouvelie vague».
Interessou-se, nos anos 40 do século XX, por «cinema e poesia» e por «cinema e cor» - títulos de dois artigos que publicou. Entrou no debate «o cinema matou a literatura?» Achou sempre que não.
Pensamos organizar outros ciclos por autores e por temas, a partir do que aqui se resolveu mostrar agora e também do que por enquanto ficou na gaveta.

 

 

 

 

 

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Ciclo Filmes proibidos antes do 25 de Abril

Abril, Maio e Junho de 2010

 

Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um pais de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exi­bido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros, não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, cidade aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os olvidados e Um cão andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.

 

 

 

 

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Ciclo Cinema ao Ar Livre

Julho, Agosto e Setembro de 2010

 

ASSIM COMEÇARAM 13 GRANDES REALIZADORES
Nos meses de verão, os ciclos de cinema da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio mudam de lugar: os filmes são projectados no Largo da Achada, um simpático larguinho que nem toda a gente conhece, onde várias épocas se cruzam e ainda resta uma árvore. Ao centro, um chafariz sem água.
A ideia é, durante três meses, ver aí as primeiras longas metragens de 13 realizadores que seriam depois marcantes na história do cinema, de maneiras diferentes. 13 obras do século XX, as mais antigas realizadas nos anos 40 e as mais recentes nos anos 90, As obras escolhidas são dos seguintes realizadores: Orson Welles, Manoel de Oliveira, Joseph Losey, Nicholas Ray, Jacques Tati, Satyajit Ray, François Truffaut, Pier Paolo Pasolini, Paulo Rocha, Fernando Lopes, Chadi Abdel Salam, Flora Gomes, Pedro Costa. Filmes de vários países e continentes: uns vindos da Europa (2 de França, 1 de Itália), outros dos Estados Unidos da América (3), outros ainda da índia (1), do Egipto (1), de África (1), ou feitos em Portugal (4).
Poderiam ser, evidentemente, 13 outras primeiras obras de 13 outros grandes realizadores. Mas, por agora, são estas. Como nos três ciclos anteriores, agora ainda mais, pensámos naqueles que moram perto e que vão pouco ao cinema.
Durante estes três meses de verão nem precisam de entrar numa sala. É só parar e sentar. Ver e ouvir. E, se apetecer, conversar.

 

 

 

 

 

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Ciclo Realizadores de uma só Longa-Metragem

Outubro, Novembro e Dezembro de 2010

 

Nem todos os grandes filmes que vimos (ou não vimos), nem todos os filmes marcantes, foram feitos por gente do cinema ou por realizadores «profissionais». Nem todos os realizadores são grandes por terem feito muitas longas-metragens - e de ficção. Há quem tenha feito, por razões várias, ao longo da vida, uma só longa-metragem. Casos especiais, é certo, do cinema e das artes.
Também Mário Dionísio, escritor que publicou poemas, contos, ensaios, artigos durante mais de 50 anos, publicou uma só longa narrativa, um romance, chamado Não há morte nem princípio e não será menos escritor por isso.

Durante 3 meses, serão projectadas na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio 13 longas-metragens, de 13 realizadores que fizeram uma só longa-metragem de ficção. Uns fizeram do cinema a sua vida, outros experimentaram uma vez. Filmes realizados e distribuídos, com mais esforço ou menos esforço, entre 1934 e 1990. Que vaie a pena ver ou rever, pensando também no que não é habitual. E, quando possível, nas correspondências das artes.

 

 

 

 

 

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Ciclo Cinema e Pintura

Janeiro, Fevereiro e Março de 2011

 

Há relações estreitas entre Cinema e Pintura, mesmo que não pensemos muito nelas. Fazer um quadro e fazer um plano têm coisas em comum.
E além disso, muitos filmes (e muito variados) pegam no pintar, em pintores, em pinturas - no seu fabrico, na sua circulação e utilização - como assunto.
Era impossível na Casa da Achada-Centro Mário Dionisio não organizar um cicio sobre Cinema e Pintura, quando Mário Dionísio foi pintor, escreveu sobre pintura e viu muito cinema, quando a sala onde se projectam os filmes está coberta de pinturas, quando todas as semanas há no mesmo espaço sessões de leitura de A paleta e o mundo, obra muito extensa sobre pintura, escrita por Mário Dionísio.
Neste primeiro ciclo (haverá outros) apresentaremos apenas filmes (e poderiam ser outros) com narração e ficção, feitos das mais diversas maneiras, ao longo de meio século, uns com a pintura (e os pintores) muito à vista e outros menos. Para mais tarde ficarão os documentários.
Por acaso ou talvez não, começamos com Van Gogh e termi­naremos com ele, filmado mais de trinta anos depois e noutras terras. Van Gogh que Mário Dionísio descobriu nos anos 40 e sobre o qual muito escreveu.

 

 

 

 

 

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Ciclo Cinema Revoltas e Revoluções

Abril, Maio e Junho de 2011

 

REVOLUÇÃO e REVOLTA são palavras difíceis de definir. Não são «estáveis». E cada vez menos o são. E cada vez menos as usamos. E cada vez menos moram nas nossas cabeças. Como se o nosso tempo as dispensasse.
Talvez o cinema ajude a perceber o seu sentido. E o que foram aquelas REVOLUÇÕES e REVOLTAS que foi havendo pelos tempos fora. Ou algumas delas. Sem as quais não seríamos o que somos hoje.
Na nossa terra, em Abril, desde 1974, a palavra REVOLUÇÃO vai voltando, mais do que no resto do ano, aos discursos e às conversas, provocando por vezes algumas controvérsias. Por isso, iniciamos este ciclo em Abril. E continuamos por Maio — Maio do 1º de Maio, do Maio 68, do fim da Comuna de Paris... E por Junho, sem conseguirmos, mesmo assim, mostrar tudo o que nos apetecia. Os filmes sobre REVOLTAS e REVOLUÇÕES que vale a pena ver (ou rever) são muitos. Grande parte, documentários. Mas escolhemos para este ciclo, sobretudo ficções (ou perto disso) a partir de acontecimentos. Abrimos uma excepção para Portugal 1974-1975. Ou mais ou menos clássicos, ou mais ou menos experimentais, ou mais ou menos conhecidos, todos têm, de uma maneira ou de outra, a História dentro. E tentámos aqui aumentar a «nossa» História, diversificando continentes, países, épocas, classes sociais, derrotas e vitórias, autores, formas e locais de produção. É por tudo isto e sobretudo pelo que são que, ainda mais do que nos outros ciclos, estes filmes merecem ser debatidos.

 

 

 

 

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Ciclo Filmes das Nossas Vidas

Julho, Agosto e Setembro de 2011

 

Como em 2010, as sessões semanais de cinema na Casa da Achada, durante Julho, Agosto e Setembro de 2011 são ao ar livre.
Desta vez, são os filmes que 13 pessoas - porque são 13 as segundas-feiras destes três meses -, de um modo ou de outro, ligadas à Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, entenderam mostrar a outros que nunca os viram ou que talvez os queiram rever.
São filmes muito diferentes, feitos ao longo de muitos anos. O mais antigo é de 1930 e o mais recente de 2010. Uns são ficção e outros documentários, realiza­dos em diferentes países.
O que os reúne é terem entrado nas vidas de quem os propõe e serem apresentados por quem os propôs.
E a Casa da Achada faz assim porque o cinema é parte das nossas vidas e fez parte da vida de Mário Dionísio.

 

 

 

 

 

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Ciclo Estrelas de Hollywood

Outubro, Novembro e Dezembro de 2011

 

Houve um tempo em que eram muitos e grandes os cine­mas em Lisboa: cinemas de estreia - na Av. da Liberdade, Restauradores, depois também Saldanha, Alameda, Av. de Roma e Alvalade, Avenidas Novas - e cinemas de bairro.
Ia-se ao cinema. Onde chegava a pujante indústria de Hollywood e o seu starsystem. Mário Dionísio é desses tempos. Fizeram viver e ficaram na memória de muita gente filmes e filmes, títulos e títulos, nomes e nomes (que eram mais do que nomes). Mais até de actores - vedetas, stars, estrelas - do que de realizadores: Gloria Swanson, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Judy Garland, Rita Hayworth, Glenn Ford, Humphrey Bogart, Katharina Hepburn, John Wayne, Gary Cooper, Ava Gardner, Frank Sinatra, Kim Novak, Clark Gable, Marilyn Monroe, Bette Davis, Marlon Brando, Elizabeth Taylor, etc., etc.
Mesmo na memória daqueles para quem a 7ª Arte não se resumia a isto. E até daqueles para quem o combate seria precisamente emancipar a Arte do Mercado.
Durante três meses vamos (re)visitar quatro décadas - anos 30 a 60 do século XX: rostos, gestos, olhares, relações, paixões, lugares, enquadramentos, sequências - que hoje já não entram no Mercado. Nem nos Festivais que são dele.

 

 

 

 

 

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Ciclo Rir uma vez por semana

Janeiro, Fevereiro e Março de 2012

 

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Dá vontade, às vezes. Servirá para alguma coisa? Há várias maneiras de rir. E os filmes cómicos não fazem todos rir da mesma maneira. Os que escolhemos para os primeiros três meses de 2012, além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar. E é para isso que lá estarão Charlot, Buster Keaton, os irmãos Marx, Totó, Tati, Jerry Lewis, Woody Allen, Moretti e outros mais. Uns são filmes «clássicos» mesmo, outros são menos conhecidos, realizados entre os anos 20 e os anos 80 do século XX (mais de meio século separa A QUIMERA DO OURO de A MISSA ACABOU), que talvez nos mostrem que a «crise» vem de longe...
E pensámos nos de menos idade. Há filmes para todos nas segundas-feiras das férias escolares. Entre os filmes de que Mário Dionísio falou (e que originaram um ciclo há dois anos) estão filmes de grandes cómicos - Chaplin e Tati, pelo menos estes - de quem já apresentá­mos obras noutros ciclos.
Mas - porque nos queremos rir a valer ao menos uma vez por semana - vários grandes realizadores vão passar por aqui pela primeira vez.

 

 

 

 

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Ciclo Política uma vez por semana

Abril, Maio e Junho de 2012

 

Agora que nós-números (e não pessoas) temos pouco a ver com a política - diz-nos quem está no poder. Porque ela per¬tence aos governos, aos partidos, e a mais ninguém. Ora, as nossas vidas são determinadas por ela. No nosso quotidiano há o que os outros fazem «por» nós e o que nós fazemos ou não fazemos, dizendo sim ou não. Política não é só a tomada do poder e o que se foi fazendo, com sucesso ou não, por meios «legais» para o alcançar. Além do Poder há poderes. Levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, são Política. De que a História e as nossas vidas se fazem. E impossível separar a Política da História. A política, e também a do dia-a-dia, com muitas histórias dentro, encontramo-la nas artes - e o cinema é uma delas. Temas e sobretudo modos diferentes de fazer as artes. Ao contrário do que muitas vezes se diz, ela não é distinta da arte. É parte dela. Abril é um mês em que dá vontade de recomeçar a falar. Vamos mostrar filmes da história do cinema, outros esquecidos, outros recentes, que poucos conhecem. E desta vez, apresentamos mais documentários do que é costume. Haverá sessões com dois filmes: sobre épocas com a política à vista, que marcaram quem vive hoje, mesmo que não estivesse nascido então - o 25 de Abril, o Maio de 68. Com aquela ideia de que se vive melhor conhecendo o que anda escondido.

 

 

 

 

 

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2011