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Segunda, Quinta e Sexta
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Sábados e Domingos
11:00 / 18:00

 

 

Áreas Principais

 

Ciclos Trimestrais

 

2015

A Luz da Sombra

Bastidores - fazeres que não se vêem

À Mesa

Escola, para que te quero?

 

2016

Conflito e Unidade na Arte Contemporânea

Estas Cidades

Fronteiras fora e dentro

Autobiografia

 

2017

Revoltas e Revoluções

Um Homem na Revolução

 

2015

Ciclo A Luz da Sombra

Fevereiro e Março de 2015

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ciclo Bastidores - fazeres que não se vêem

Abril, Maio e Junho de 2015

 

Pensámos em bastidores para Abril, Maio e Junho. São os que se passam atrás das cortinas do teatro? Os que se fazem por baixo do palco? Aqueles que acontecem na rodagem de um filme? Sim, mas não só. A Casa da Achada propõe ver e discutir os bastidores das artes e profissões, os bastidores da política e do dinheiro, os bastidores das vidas e quotidianos – dos fazeres que não se vêem.
E isto sem esquecermos o 25 de Abril e o 1º de Maio, datas de muitos bastidores que não queremos esquecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ciclo À Mesa

Julho, Agosto e Setembro de 2015

 

Sentamo-nos à mesa para o pequeno-almoço à pressa, para o almoço com os olhos no resto do dia, para o jantar de fartura ou de restos. Comemos - ou não comemos - carne e peixe, vegetais e petiscos. De onde vem o que comemos? Porque não comemos todos? Juntamo-nos à volta da mesa, com um copo à frente ou papel e caneta, para conversar e discutir, para imaginar ou desenhar o mundo de amanhã, para pensar no que acontece hoje, para não esquecer o que aconteceu ontem. Quem constrói estas nossas mesas? De madeira, de ferro, de plástico, redondas, quadradas, com três ou quatro pernas, usamo-las para escrever ou desenhar, para trabalhar ou brincar. Para apoiar o cotovelo que segura a cabeça cansada, para nos suportar no dia de trabalho e para o encontro libertador com os nossos companheiros. Há mesas cheias de botões, como as de som e as de costura. Outras cheias de buracos, como as de bilhar. Há mesas de negociações para as quais não somos convidados e mesas de amigos onde somos bem-vindos. Em Julho, Agosto e Setembro, vamos sentar-nos à mesa para pensar sobre ela.

 

 

 

 

 

 

 

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Ciclo Escola, para que te quero?

Outubro, Novembro e Dezembro de 2015

 

Passamos uma parte da nossa vida na escola, uns mais e outros menos, uns com mais prazer, outros com cada vez menos, e muito se tem dito e escrito sobre ensino. De Outubro a Dezembro a Casa da Achada lança a questão: Escola, para que te quero? Partimos dos textos de Mário Dionísio sobre educação, agora reunidos em livro, para discutir o que é ser professor. Que escolas foram e são as nossas? O que é ensinar e aprender? Existem escolas alternativas às que conhecemos? Conversaremos com pessoas que têm pensado sobre educação e dedicado o seu tempo a ensinar e a aprender. Veremos filmes com escolas, professores e alunos e aos domingos há oficinas onde se aprende a perguntar e a participar.

 

 

 

 

 

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2016

Conflito e Unidade na Arte Contemporânea

Janeiro, Fevereiro e Março de 2016

 

A arte do nosso tempo não é apenas um problema dos artistas, mas de toda a sociedade. Terreno de conflito, de incompreensão, de luta incessante, mas também de encontros, descobertas e novas unidades. A arte e os modos de a produzir, receber e pensar não estão desligados das questões que mais profundamente nos preocupam hoje, num mundo violento, complexo e dividido.

Em 1957 Mário Dionísio escreveu o ensaio Conflito e unidade da arte contemporânea e disse-o em voz alta numa conferência marcante, profunda e polémica. A Casa da Achada reeditou há pouco o texto desta conferência escrita ao mesmo tempo que Mário Dionísio lançava o seu grande ensaio sobre arte e sociedade, A paleta e o mundo.

Decidimos dedicar estes três meses àquele ensaio tão rico, tão profícuo e tão actual que nos desafia também hoje a reflectir sobre as sociedades e as sensibilidades humanas. Para pensar a arte contemporânea não como uma questão de especialistas mas como qualquer coisa que nos diz respeito, afecta, perturba, interroga, inquieta e desperta. Para entender as cores com que se pinta o mundo de hoje. E para o transformar.

 

«...só o que se espera ardentemente nos chama, sobretudo nas épocas de perplexidade, onde a força da desilusão e do desencanto não é comparável senão à da expectativa renovada de que não sabemos desistir.» MD

 

 

 

 

 

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Estas Cidades

Abril, Maio e Junho de 2016

 

As cidades que habitamos, onde trabalhamos, passeamos e viajamos. As cidades de prédios e edifícios, de teatros, cinemas e cafés, de gente apressada nas ruas e avenidas, de gente sentada nos bancos de jardim, nas paragens de autocarro ou em cais à espera do comboio.

 

Cidades em transformação. Crescendo para norte e sul, em altura, rompendo e criando novas velhas fronteiras. Cidades que são poemas, história, reboliço. Apitos, sirenes, ruídos, gritos, murmúrios, o metal e o cimento em construção. Cheiros de guisados e caril, de escapes e fumo de cigarros, de lixo e de maresia. Uma cidade «é uma constante transferência de visões e afectos; é o aplauso à modernização e uma súbita, inexplicável tristeza pelo que desaparece; é a funda e fértil contradição, latente em todas as pessoas e coisas, provocando um estado poético», dizia Mário Dionísio nos anos 50.

 

Propomos este ciclo sobre cidades a pensar no mundo que por elas passa, no que nelas muda, na vida das pessoas, nas suas habitações e locais de encontro, na expansão e na sobreposição, no chão que pisamos e nas paredes onde nos encostamos, nas subidas e descidas. Cidades que acolhem gente, mas também expulsam, que derrubam muros e levantam outros, que se partilham ou que se deixam vender. Que se abrem e se fecham. O ciclo é feito a partir de Lisboa, cidade onde estamos, sem esquecer, porém, que «moramos nas cidades todas».

 

 

 

 

 

 

 

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Fronteiras fora e dentro

Julho, Agosto e Setembro de 2016

 

A história humana é uma história de migrações, mas elas são hoje dominadas pelos critérios do neoliberalismo e do sistema económico capitalista. Uns podem mover-se livremente no mundo. Outros não. Uns viajam por recreio, outros para fugir à guerra e à miséria. O dinheiro passa, as mercadorias passam, as armas passam as fronteiras, mas muita gente fica retida por não ter papéis. A regulação das migrações é hoje em dia feita na base de violências e desigualdades brutais.

 

A Casa da Achada - Centro Mário Dionísio propõe um ciclo para debater as fronteiras, o que elas significam, o que elas escondem, o que elas protegem, num mundo de discriminação e guerra, num momento histórico em que as fronteiras voltam a tornar-se autênticos cemitérios para refugiados que procuram apenas um lugar onde viver em paz. Para pensar os modos de as passar e de as questionar, derrubando os muros que se levantam de novo (mesmo dentro de cada país), e que tantas vezes nos afastam dos vizinhos, dos colegas e dos amigos. Porque também há fronteiras pelas quais passamos todos os dias, quando atravessamos uma porta ou um bairro que não conhecemos.

 

Por isso propomos iniciativas e debates para pensar porque se ergueram e erguem de novo barreiras entre pessoas e ideias, porque se desenham fronteiras dentro e fora das nossas cabeças. Para derrubar muros mas também para separar águas e clarificar ideias.

 

 

 

 

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Autobiografia

Outubro, Novembro e Dezembro de 2016

 

Em 1987, Mário Dionísio escreveu uma Autobiografia, a pedido das edições O Jornal. É em torno deste pequeno livrinho que propomos o próximo ciclo na Casa da Achada, de Outubro a Dezembro, a encerrar o ano do centenário do nascimento de Mário Dionísio. «1916 havia de carregar-se deste pe­so todo nos meus ombros, confundindo, para m

im, esse ano dos princípios do século com o começo do Mundo».

 

Voltamos a querer lembrar que foi pintor, escritor, professor, fez crítica de arte e literatura, interveio na pedagogia e na política, deu-se com este e com aquele, paginou jornais, saiu do partido, foi membro de júris, esteve doente, voltamos a querer lembrar que respirava. É para o conjunto da sua vida que queremos olhar. E para a forma de a contar - «contar a nossa vida é impossível».

 

Em Outubro, inauguramos uma exposição a partir da correspondência de Mário Dionísio. No Congresso Internacional Mário Dionísio, Como uma pedra no silêncio, ouviremos mais de cinquenta intervenções sobre a sua vida e a sua obra. Nos meses seguintes lemos mais de perto a Autobiografia, em conversas com pessoas que vão ver o que lhes diz, ainda hoje, este livro, esta vida e a forma de a contar. «Contar a minha vida. Sempre que me falam nisso, imagino-me sentado num banco de cozinha, com um grosso camisolão, ombros caídos, a olhar por uma janela alta e estreita o que ela deixa ver da floresta».

 

 

 

 

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Revoltas e Revoluções

Janeiro, Fevereiro e Março de 2017

 

Não nos esquecemos. Este é o ano dos 100 anos da Revolução de Outubro. Não é um evento que se marca no calendário, que existiu só naquele dia daquele mês do ano de 1917. Foi uma excepção, como tantas outras, nos processos históricos dos bastidores e dos quotidianos. Apesar de todas as improbabilidades, aquelas pessoas acreditaram que era possível transformar o seu país e o mundo. A vida mudou, a arte seria também combate, a cultura transformava-se para todos e cantaram-se lutas e utopias – em Outubro de 1917, mas também nos anos seguintes, também noutros lugares do mundo.

 

O tempo das cerejas, sim, mas depois das grandes transformações revolucionárias houve muitas vezes grandes desilusões e contra-revoluções. A utopia não existe, vai-se construindo? «A poesia está na luta dos homens, / está nos olhos abertos para amanhã.» poderia responder Mário Dionísio.

 

De Janeiro a Março, vamos debater, dicutir, cantar, colorir, pensar e revoluções. Revolta e revolução para quê? Para a emancipação de toda a humanidade, isso sabemos. Falta o resto? Vamos ver, com um aviso de Mário Dionísio feito em 1978: «Sem amor e sem raiva as bandeiras são pano / que só vento electriza / em ruidosa confusão / de engano // A Revolução / não se burocratiza».

 

 

 

 

 

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Um Homemna Revolução

Abril, Maio e Junho de 2017

 

No dia 23 de Abril de 1974, Mário Dionísio só escreveu três pequenas frases no seu diário: «E talvez também nem isto valha a pena. Tudo caminha alegremente para o fim. Acabou-se.» Só voltaria a escrever dois dias depois: «E, de repente, o impensável! [...] É mesmo a revolução! [...] É o fim do imenso pesadelo, é o começo de tudo!» E uma semana depois: «No Liceu Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais.»

Terá sido ingenuidade aceitar cargos como de presidente da comissão que transformaria os programas escolares para o ano lectivo de 1974/75 ou de director de programas da RTP em 1976, acreditando que alguma coisa de fundo se transformaria? Muitas lutas e reuniões, cargos e demissões depois, escreveria, reagindo ao sucesso eleitoral da AD em 1979: «Toda a noite agarrados à TV, assistindo à rápida derrocada do 25 de Abril.»

Em Abril e Maio na Casa da Achada propomos olhar para o pós-25 de Abril, do sonho à vitória da normalização, a partir do percurso de um homem que, do entusiasmo à desilusão, o viveu por dentro e por fora. Em Junho a Casa da Achada estará em obras mas o ciclo continua noutros locais.

 

 

 

 

 

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017