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Capa livro: Não há morte nem princípio

 

[Mem-Martins]: Publicações Europa-América, [1969], col. Obras de Mário Dionísio nº4

 

A leitura efectuada de um só jacto de tempo, em horas ininterrompidas e absorvi­das, faz sentir este romance [...] como uma difícil, inquieta e preocupante experiência.

Álvaro Salema

 

Contista, um dos primeiros, entre nós, a interessar-se pelas perplexidades do intelectual que é (ou quer ser) homem de acção, poeta para quem a poesia foi um ins­trumento de combate e também uma meditação acerca do amor, ensaísta que aprofundadamente discutiu os problemas da arte — Mário Dionísio representava no actual panorama do romance português o curiosíssimo exemplo de um romancista sem romances (ou, para falar com mais clareza, o exemplo de um autor que somente no romance poderia buscar e achar a unidade de todas as suas múltiplas preocupações, preocupações que, ao fim e ao cabo, sabemo-lo agora, são as de um moralista que se interroga acerca dos fins e dos meios). Inventário sombrio de um certo momento da vida por­tuguesa, balanço (justo?, injusto?) do que fizemos e do que não soubemos fazer — ei-lo, finalmente, esse inevi­tável, arriscadíssimo romance, um belo romance, um romance novo, complexo, perturbador, um desses ro­mances que nos fazem pensar, que são a imagem cruel (e polémica) de muitos dos nossos fracassos.

Augusto Abelaira

 

Aí está um romance do tempo suspenso. Um romance que se fecha com uma vírgula.
Ao ler este romance de aparentes exibi­ções formais (este monólogo a muitas vo­zes, acrescento ainda), a geometria austera da construção e o clima opaco lembram-me certos quadros lisboetas de Vieira da Silva [...] Uma diversidade de planos que se opõem disfarçadamente mas que acabam por resultar num conjunto aparentemente estável, todo feito de cumplicidades agressi­vas.

José Cardoso Pires

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017