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O que sobre a poesia de Mário Dionísio se foi escrevendo

 

 

 

 

Mário Dionísio, crítico que escreve os seus versos com um sentido marcadamente intelectual e técnico e em cuja obra poética os temas são tratados como que de soslaio, o que oferece a possibili­dade de no-los mostrar sob ângulos pro­pícios a tornarem as emoções mais pungentes.

 

Angel Crespo (1961)

 

 

 

Mário Dionísio é um nome fundamental do neo-realismo, so­bretudo pela sua actividade de teórico, de crítico e de promo­tor. [...] Como ensaísta, deixa sobretudo um monumento durá­vel que é o notabilíssimo ensaio A Paleta e o Mundo, o qual fi­cará, entre nós, no género, como um livro único e uma façanha difícil de repetir. [...]
Parece-nos que o relevo da sua actividade crítica e ensaística ajudou a relegar para uma certa sombra injustamente discreta uma poesia de qualidade musical muito subtil, um canto manso mas que se quer insistente, uma voz fraternal e bem cedo isenta de demagogia, vastamente merecedores de melhor atenção. A «discreta alegria do mundo», de que fala um dos poemas de O Riso Dissonante, é bem uma metáfora desta sedutora música de câmara de um poeta que, tendo começado com as proclama­ções polémicas, sonoras e urbanas da sua «Arte Poética», bebi­da em Álvaro de Campos, bem cedo recolheu a ritmos mais subtis, originados talvez não tanto no seu amor a Éluard, como no seu próprio temperamento reflectido, recolhido e melómano.

 

Eugénio Lisboa, Poesia Portuguesa: do «Orpheu» ao Neo-Realismo

 

 

 

A poesia de Mário Dionísio é daquelas que ultrapassam a introspecção e restabe­lecem o contacto entre a arte e a vida. Deixamo-nos arrastar pelo ímpeto de Poemas e em Solicitações e Emboscadas reencontramos a mesma angústia e a mesma fé, o sentimento agudo da miséria humana e o grande apelo à fraternidade num mundo em que se desencadeiam as pai­xões de outra época.

 

Georges Le Gentil (1945)

 

 

... uma sensibilidade exigente, dividida entre as sugestões de libertação surrea­lista que muito neo-realismo incorporara e o gosto de uma linguagem e uma temá­tica apenas oblíquas na medida em que as circunstâncias as condicionavam.

 

Jorge de Sena (1958)

 

 

As Solicitações e Emboscadas e O Riso Dissonante — poemas de angústia-não-metafísica-de-esperar pelo futuro.


José Gomes Ferreira

 

 

Generosa e tensa, a poesia de Mário Dio­nísio é o espelho de um credo novo, que, como fé, se apoderasse da sua vida [...] uma tensão criadora de ressonâncias corais e de expectativa [...] uma programação e uma transferência ou transporte da vida para a poesia e da poesia para a vida.

 

Maria de Lourdes Belchior (1962)

 

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017